quinta-feira, 28 de maio de 2009

O fundamental Galícia em minha vida.


Dia desses fui responsável por dar uma informação equivocada a uma pessoa que tenho muito respeito e admiração. Minha incontestável afirmação se deu de forma tão pura e natural porque me pautei exclusivamente na lógica de que se há tanto tempo não ouço falar no Galícia, logo, o Galícia não mais existe. Minha ignorância e infundado conhecimento sofreram louvável retaliação quando do anúncio do início do Campeonato Baiano de 2ª Divisão. E lá está vivo competitivo o Galícia. Além do Galícia – para minha outra surpresa – está o Juazeiro, que nos brindará, já na 2ª rodada, com o clássico contra o Juazeirense.

Profundamente me preocupa a gravidade, o prejuízo visual que pode nos cometer um campeonato baiano de 2ª Divisão. Quando se falava de Intermunicipal, nunca me causara espanto exatamente porque para mim soava como torneio entre bairros, ou coisa parecida. Mas um campeonato baiano de 2ª Divisão, só pelo nome, já tem um peso, no mínimo, espantoso.

Porque penso que o time campeão desse longo campeonato estará entre as equipes da 1ª Divisão do ano que vem. E aí me pergunto: se os times da tal elite do futebol baiano são o que são, como será um campeonato que dá acesso a essa elite?

Mas vale mais o símbolo, no futebol é assim, e neste caso, no caso do Galícia, faço forçadamente valer, de forma exclusiva, o símbolo, o valor heróico, sentimental e nostálgico que me causa a equipe azulina.

E a lembrança que mais me toca é que na primeira vez em que fui a um estádio de futebol, à Fonte Nova, jogavam Bahia e Galícia. Meu pai, torcedor tricolor, levou-me e ficamos sentados na torcida do Bahia, obviamente. Findo o 1º tempo, Galícia vencia por 1 x 0. Criança não gosta, não sabe perder, e mal começado o intervalo, implorei a meu pai para que fôssemos assistir o tempo complementar na torcida adversária, pois me sentiria mais à vontade ao lado de ganhadores. Em menos de quinze minutos de segundo tempo, o Bahia vira o jogo. Bastou meu semblante cortado para meu pai entender e levar-me de volta para onde eu jamais deveria ter saído. Voltamos para os braços tricolores.

Não fosse a fraca exibição do Galícia naquele dia, não fosse a já latente fragilidade de sua equipe àquela época, possivelmente, eu estaria, hoje, sentado, melancólico, na arquibancada do Parque Santiago, acompanhando a luta do Galícia para retornar à elite do futebol baiano. 


2 comentários:

tikete disse...

Lembrando ainda meu grande amigo Cazinho que o nosso glorioso Esquadrão de Aço acertou uma parceria com o "ex-finado" homônimo de Feira de Santana e que por sinal aplicou uma sonora goleada de 5 x 0 na sua estréia.

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu