Dia desses fui responsável por dar uma informação equivocada a uma
pessoa que tenho muito respeito e admiração. Minha incontestável afirmação se
deu de forma tão pura e natural porque me pautei exclusivamente na lógica de
que se há tanto tempo não ouço falar no Galícia, logo, o Galícia não mais
existe. Minha ignorância e infundado conhecimento sofreram louvável retaliação
quando do anúncio do início do Campeonato Baiano de 2ª Divisão. E lá está vivo
competitivo o Galícia. Além do Galícia – para minha outra surpresa – está o
Juazeiro, que nos brindará, já na 2ª rodada, com o clássico contra o
Juazeirense.
Profundamente me preocupa a gravidade, o prejuízo visual que pode
nos cometer um campeonato baiano de 2ª Divisão. Quando se falava de
Intermunicipal, nunca me causara espanto exatamente porque para mim soava como
torneio entre bairros, ou coisa parecida. Mas um campeonato baiano de 2ª
Divisão, só pelo nome, já tem um peso, no mínimo, espantoso.
Porque penso que o time campeão desse longo campeonato estará entre
as equipes da 1ª Divisão do ano que vem. E aí me pergunto: se os times da tal
elite do futebol baiano são o que são, como será um campeonato que dá acesso a
essa elite?
Mas vale mais o símbolo, no futebol é assim, e neste caso, no caso
do Galícia, faço forçadamente valer, de forma exclusiva, o símbolo, o valor
heróico, sentimental e nostálgico que me causa a equipe azulina.
E a lembrança que mais me toca é que na primeira vez em que fui a
um estádio de futebol, à Fonte Nova, jogavam Bahia e Galícia. Meu pai, torcedor
tricolor, levou-me e ficamos sentados na torcida do Bahia, obviamente. Findo o
1º tempo, Galícia vencia por 1 x 0. Criança não gosta, não sabe perder, e mal
começado o intervalo, implorei a meu pai para que fôssemos assistir o tempo complementar
na torcida adversária, pois me sentiria mais à vontade ao lado de ganhadores.
Em menos de quinze minutos de segundo tempo, o Bahia vira o jogo. Bastou meu
semblante cortado para meu pai entender e levar-me de volta para onde eu jamais
deveria ter saído. Voltamos para os braços tricolores.
Não fosse a fraca exibição do Galícia naquele dia, não fosse a já
latente fragilidade de sua equipe àquela época, possivelmente, eu estaria,
hoje, sentado, melancólico, na arquibancada do Parque Santiago, acompanhando a
luta do Galícia para retornar à elite do futebol baiano.
2 comentários:
Lembrando ainda meu grande amigo Cazinho que o nosso glorioso Esquadrão de Aço acertou uma parceria com o "ex-finado" homônimo de Feira de Santana e que por sinal aplicou uma sonora goleada de 5 x 0 na sua estréia.
Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu
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